quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

SER ARTISTA

não é ofício
não é profissão
é um estado permanente
de espírito, tesão

é a capacidade de não fugir
ao chamado de sua inquietude
buscando formas para emergir
extravasar esta virtude

é não ter escolha
é buscar e atender
um chamado interior 

não se encolher 

ver o mundo diferente
querer expressar
tal olhar irreverente
e através da arte confessar
(sou mesmo diferente)

não importa a forma da arte,
música, pintura ou poesia
o que importa é a parte
que expressa a tal sinestesia

o artista, independente
de sua modalidade
só encontra quietação permanente
na arte, sua peculiaridade.



Silvana F. Pereira

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Final de Ano

mais um ano se finda
um ciclo que termina
uma etapa concluída
vida que renasce

tempo de rever os familiares
de fazer novos planos
de analisar os que não realizamos
de direcionar nossos olhares

época de reflexão
de pensar no irmão
de fazer algo de fato
que contribua com a nação

nem só de presente vive o Natal
vive de afeto, de partilha,
de solidariedade
de felicidade, afinal

Natal que chega
Ano Novo que vem
vida que segue,
sigamos neste trem


Silvana F. Pereira

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

NATAL

Tempo de buscar amigos,
de se encontrar!
Tempo de se reconciliar com inimigos
de ter paz!
Tempo de acender seu farol
de ser luz!
Tempo de esquecer as tristezas,
de ter alegria!
Tempo de esquecer o ódio
de ser amor!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mãos

Existem mãos
que carregam pedras
 constroem casas
e  fazem o pão

 mãos que
aram a terra
 plantam flores
e fazem buquês

 mãos que
 fazem massagem
aliviam dores
e fazem carinhos

 mãos que
que tocam um instrumento
 pintam a tela
e escrevem poemas

Ah, suas mãos...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

RAZÃO DE SER

Escrevo. E pronto
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isto.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?


(Paulo Leminski)