Postagens

Mostrando postagens de 2016

Sorrir

Um sorriso entrega
o estado de alma
de uma pessoa
transparece

Um sorriso revela
a felicidade interna
aparece e ressoa
como uma prece

Um sorriso propaga
coisas boas
reflete satisfação
enternece

Um sorriso espalha
contentamento,
demonstra bem-estar
entontece

Um sorriso,
como li outro dia
é o caminho mais curto
entre duas pessoas.

Silvana

Ser Feliz

Coisa boa
É um amor adulto
Onde se é livre
Para ir embora
Mas se fica
Pelo mesmo motivo.

Coisa boa
É sentir vontade
De ficar sozinho
E sonhar com a
Pessoa amada
E rir ao lembrar disto.

Coisa  boa
Acordar de bem com a vida
E lembrar  que tem
Alguém que só quer
Te ver bem e torce
Gratuitamente por isto.

Coisa boa
É sentir - se desprendido
De obrigações
Mas totalmente
comprometido
Com a felicidade.

Silvana F. Pereira

Outubro em Porto Alegre

Era época de eleição
Ela era de um partido
Ele de outro
Ela de esquerda
Ele de direita
Ambos queriam
um mundo melhor
Um tinha ideologia
o outro queria seriedade
Ambos queriam
viver sem temor.

Ambos queriam viver
sem temer.

Silvana F. Pereira

Esta tal liberdade

A liberdade é realmente
uma sensação relativa
uns dão de tudo para tê-la
enquanto que outros...

A noite ela fica presa
atrás de grades
e é feliz
com seu amor

De dia se liberta
trabalha, estuda
sonhando com a noite
onde ficarão

        novamente presos.

Silvana F. Pereira

Adoro muros que falam...

Imagem

Andar pela vida

Imagem
ando pela vida
como se não houvesse amanhã
como se não esperasse
nada das pessoas 

ando pela vida
como se fosse uma profissional
que pode ser demitida
a qualquer momento

ando pela vida
como se todos fossem honestos
que ninguém fosse capaz
de me magoar

ando pela vida
me divertindo com os amigos
como se amanhã todos
fossem viajar

ando pela vida
ensinando jovens uma forma
a buscar seus sonhos 
e realizá-los

ando pela vida
buscando alguém que possa
alegrar meus dias
sem nada cobrar

ando pela vida
aprendendo coisas
para manter o equilíbrio
e como disse Einstein

Andar pela vida é como 
andar de bicicleta
para manter o equilíbrio
têm-se que se manter 

em movimento.

Silvana F. Pereira


Mais uma da Rua da Praia

Numa sexta-feira
voltando prá casa
dispersa em pensamentos
ela nem percebeu
que a noite caiu.

O clima agradável
a rua lotada
amigos conversavam
num bar
na calçada

Seguiu em frente
e ao passar pelo bar
onde os amigos bebiam
olhou para a mesa
distraidamente

Seus olhares cruzaram
ambos imobilizados
ainda não acreditavam
que se encontraram
naquela circunstância

A rua da Praia
se levantou em aplausos
e mais uma vez presenciou
o encontro de duas pessoas
que mesmo sem saber

se procuravam.


Silvana F. Pereira









Todos na praça

Imagem
Dia de sol no inverno é uma festa todos vêm para a praça crianças brincam meninos jogam bola uns passeiam com cachorro outros andam de bicicleta mães embalam crianças no balanço outros correm  para manter o peso a gurizada fuma um baseado e eu atravesso a praça indo para o trabalho e pensando como descrever
tanta coisa em um só poema.

Silvana F. Pereira

Inspiração

Imagem
tem dias que sento na frente do computador e as mãos escrevem mesmo antes de pensar
mas tem dias que apresento um tema ótimo e tentador aí mesmo que nada vem a mente vai para outro lugar
mas tem noites como alento volto ao meu computador verbos e substantivos num vaivém prontos para conjugar
se apresentam em meu pensamento.
Silvana




Tecnologias

Servem
para ensinar
para unir
para pagar
para reunir

Servem
para escrever
para namorar
para rever
para explorar

Servem
para fotografar
para reproduzir
para armazenar
para ouvir

Servem
para trazer
para comprar
para lazer
para avaliar

Ah as tecnologias!
servem para trazer
o significado
de epistemologia.

Silvana F. Pereira

Vôo da Borboleta

Lendo o poema de Manoel de Barros
Sei que minha Camila é assim
Não aceita o pouco que lhe foi dado pela vida.
Ela quer mais, e vai atrás.
Hoje, depois de tanto correr, conseguiu.
Chegou o grande dia.
O dia de não ser apenas
aquela pessoa que aceitas as coisas
que acata ordens, que se submete.
Chegou o dia de ser outras,
de se renovar como borboleta.

Silvana


A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito. Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros

Folha de papel

a folha de papel vazia chamava um poema mas a cabeça  nada trazia
a folha continuava ali nem um fonema sem nada  apenas uma azia
a folha sobre a mesa como num dilema de escolhas opostas nada dizia
a folha já sem esperança concluiu acabou o problema com uma rajada de vento ela jazia
Silvana F. Pereira




Pequenos Prazeres

Chegar em casa
Tirar o sapato
Cultivar pequenas plantas 
em minha janela
Fazer artesanato
Cantar no coral
Escrever poemas
Beijar minha neta
Voltar para casa
depois do trabalho
Dormir até as 9hs
na sexta-feira (meu dia de folga)
Andar de jeans e tênis
Ler
Assistir um filme
Estar com os amigos
E como não podia faltar
...dar risada!

Reflexão sobre a loucura

Ela sempre atraía, ou se sentia atraída por homens fora dos ditos padrões normais.
Gostava da sensação de ser entendida por alguns momentos, estar entre os seus, em casa.
Todos muito explícitos em suas loucuras, era o que ela mais gostava neles.
Mas a realidade era que...
Ela procurava uma forma de ser reconhecida, identificada pelos, que, mediocremente,
se diziam normais.
Silvana F. Pereira http://poesign.blogspot.com.br/ Porto Alegre – RS 51 9963.0819

Férias de Verão

Coisa boa
quando chega o verão
com ele vem as férias
e com as férias
vem os encontros
com os amigos.

Silvana

Reflexão sobre a loucura II

Desde sempre ela atraia
ou se sentia atraída por
pessoas fora dos ditos
padrões normais.

Gostava da sensação
de ser entendida
por alguns momentos,
de estar entre os seus, em casa.

Primeiro foi o Carlos
depois o Daniel (para sempre em sua vida!)
Mais tarde o Lucas
E por último o Darci.

Todos muito explícitos
em suas loucuras.
E era o que ela mais
gostava neles.

Um esteve na pinel
outro bebia e fumava a própria vida e
falava de qualquer assunto,
outro anos e anos de terapia.

O último achava
que estava curado,
volátil de sentimentos,
era o mais atordoado,
o coitado.

Os amigos pensavam
que mulher ponderada
nada a tira de seu
epicentro.

E ela...

Procurando uma forma
de ser reconhecida,
identificada pelos
que mediocremente

se dizem normais.

Silvana

Visita Técnica

São 5 horas da manhã de uma terça-feira fria de junho.  Sou uma das primeiras a chegar na Estação Mercado do Trensurb. Estou dando aula em São Leopoldo e hoje faremos (eu, outra professora e nossos alunos) uma visita técnica na Fábrica da Fruki em Lajeado. O trajeto até chegar a São Leopoldo é tenso. Presencio coisas que geralmente sou alheia.  Jovens voltando da balada, em bando, drogados, embriagados.  Eles riem, gargalham, fazem troça uns dos outros.  A visão é desoladora, nitidamente jovens desfavorecidos financeiramente, palavreado chulo.  Maus modos, lamentável.  Um deles fez algo de errado, os seguranças vêm tirá-lo do trem.  O clima pesa.   O trem tenta sair, mas o bando protegendo o que foi levado pelos seguranças tranca a porta.  O clima pesa novamente.  O menino volta.  O trem sai.  Ufa! Posso pensar novamente em minha visita técnica.
Silvana 02.06.15